domingo, 2 de setembro de 2007

nua

“Olho a cidade ao redor e nada me interessa.
Eu finjo ter calma, a solidão me apressa.
Tantos caminhos sem fim de onde você não vem.
Meu coração na curva, batendo a mais de cem.
Eu vou sair nessas horas de confusão, gritando seu nome entre os carros que vêm e vão.
Quem sabe então assim você repara em mim.
Corro de te esperar, de nunca te esquecer.
As estrelas me encontram antes de anoitecer.
Olho a cidade ao redor, eu nunca volto atrás.
Já não escondo a pressa, já me escondi demais.
Eu vou contar pra todo mundo, eu vou pichar sua rua.
Vou bater na sua porta de noite completamente nua.
Quem sabe então assim você repara em mim."

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